Você sabe como funciona o Pix parcelado?

Você sabe como funciona o Pix parcelado?

Você oferece a opção de parcelamento por Pix aos seus clientes? Saiba que 60% dos donos de negócios ainda não sabem que podem oferecer a modalidade à clientes.

O Pix parcelado é uma modalidade de crédito direto para o consumidor. Por meio dele, uma instituição financeira ou fintech fornece determinado valor à pessoa, de acordo com a análise de crédito individual, para que ela possa comprar a prestações.

A cobrança por enquanto fica a critério de cada empresa. Isso quer dizer que pode ou não haver juros embutidos nos pagamentos mensais, dependendo também do número de parcelas. O certo é que a cobrança é feita diretamente na conta bancária, de forma agendada, e que não é possível cancelar o agendamento.

Ou seja, o consumidor precisa ter saldo em conta no dia do vencimento das parcelas para que os pagamentos sejam efetuados.

Caso o cliente tenha feito a compra no Pix parcelado e não possua dinheiro em conta, ele entra em uma espécie de cheque especial. Mas a empresa responsável pela cobrança garante o pagamento da parcela ao lojista, por isso a função também recebe o nome de Pix garantido.

Como funciona o Pix parcelado no BNPL?


Entretanto, vale explicar que existe outra forma de parcelar no Pix além da proposta do Banco Central. Esse é o caso do Buy Now, Pay Later (BNPL). Literalmente: compre agora, pague depois.

O BNPL é o crediário da era digital que possibilita ao consumidor parcelar suas compras, pagando no boleto ou no Pix. Por exemplo, uma fintech brasileira permite parcelar em até cinco vezes sem juros ou em até 24 vezes com juros a partir de 1,99% ao mês. Portanto, muito abaixo dos valores cobrados pela média dos cartões de crédito.

Assim como o Pix parcelado proposto pelo Banco Central, o parcelamento no BNPL garante o recebimento do valor ao lojista, independentemente do pagamento pelo consumidor final. Melhor ainda, o varejo recebe o valor integral da venda poucos dias após a finalização do pedido.

Já para o consumidor, a grande vantagem dessa opção é que a cobrança não é automática em conta. Mas é importante pagar as parcelas sempre em dia para evitar juros maiores ou multas e manter uma boa análise de crédito.

É por isso que já se vê no Pix parcelado a possibilidade de substituir o cartão de crédito. Nos Estados Unidos, por exemplo, a The Ascent revela que 67% dos usuários de BNPL poderiam abandonar o cartão.

Aqui no Brasil, o crediário digital também está crescendo, então é preciso adiantar-se e oferecer o Pix parcelado desde já.

Pesquisa sobre uso do Pix Parcelado no Brasil

Um levantamento feito pela empresa de inteligência analítica Boa Vista, mostrou que seis em cada dez empresas do comércio, indústria e serviços desconhecem que já é possível oferecer o parcelamento de uma compra via Pix.

No entanto, ao saberem dessa modalidade, 72% dos entrevistados sinalizaram intenção em disponibilizá-la ao cliente.

A pesquisa tinha objetivo de mapear a utilização das novas formas de pagamento oferecidas aos consumidores, principalmente o Pix parcelado e o chamado BNPL (compre agora, pague depois, na sigla em inglês), também conhecido como crediário digital.

No caso do BNPL, usado em países como Estados Unidos e Inglaterra, o índice de desconhecimento chega a 85%. Este formato combina diversas formas de parcelamento, incluindo parcelas no cartão de crédito, débito e Pix.

A Boa Vista afirma que a implementação do Pix, em 2020, acelerou a dinâmica de pagamento no setor financeiro, porém muitas empresas ainda são resistentes às funcionalidades adicionais.

Lançado em novembro de 2020, auge da pandemia, o Pix se tornou o queridinho dos brasileiros por conta da rapidez nos pagamentos e transferências sem taxas.

Segundo dados do Banco Central, de novembro de 2020 até setembro de 2022, foram feitas 26 bilhões de transações pela ferramenta de pagamento instantâneo, com valores transacionados de R$ 12,9 trilhões.

Na pesquisa da Boa Vista, o Pix é apontado como o meio de recebimento mais aceito entre os estabelecimentos, seguido pelo dinheiro físico e os cartões de débito e crédito.